Marco Costa, empastes com sentido!

Como poderão ver, Marco Costa, entre outras coisas, também é artista. Embora lhe custe admitir.

De momento trabalha na indústria metalúrgica no Luxemburgo, tendo deixado em suspenso os seus estudos após o término do curso de artes visuais na escola secundária Ferreira de Castro. Gosta de ler, de fotografar, de caminhar, de conhecer…e nós suspeitamos que tem uma queda grande por cães!

O seu sonho a longo prazo é mesmo viajar pelo mundo!

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Fiquem com a entrevista:

Quando eras criança já querias ser pintor? Quando era criança gostava de ser pintor ou médico legista, curiosamente.

Apesar de seres artista a pintura não é a tua principal actividade. É uma opção ou é por força das circunstâncias? Desde há alguns anos que não pinto, talvez por força das circunstâncias e também porque sinceramente não aprecio o pouco que fiz.

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Decidiste doar duas telas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Que títulos têm e o que significam? Ambas as obras, como todas as outras não têm título. Decidi doá-las pois acompanho a doença e a mesma está presente na minha família. Também porque elas reflectem um pouco toda a situação para quem directa ou indirectamente vive com a doença.

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Um olhar atento e hão-de notar que a capa deste evento tem como fundo uma amostra de uma das telas doadas pelo Marco à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. É a este pretexto que abrimos uma excepção na nossa decisão de revelar as peças em exposição apenas no dia da inauguração.

OBRIGADO Marco Costa!

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Vitor Zapa pinta palavras de ordem!

Vitor Zapa é um pintor residente em Braga, com obras impactantes que exigem um olhar inquieto para serem entendidas. Por isso não se podem ver a correr. É preciso demorar em cada uma para se extrair significado. Até porque não têm um título que nos guie (Zapa recusa-se a facilitar-nos a vida)!

VP3A entrevista é curta mas suficiente para se intuir um Zapa descontraído e pouco dado a convenções.

Lembras-te da tua primeira obra de arte? Lembro-me…! Ainda fazia cocó no bacio…

Quando e porque decidiste dedicar a tua vida à pintura? Desde que me conheço e a tempo inteiro desde 2005.

As tuas pinturas são provocadoras e carregadas de crítica social. Em que te inspiras? Gosto de provocar para estimular o pensamento. É constante a violação dos direitos humanos e a falta de respeito por tudo o que nos rodeia e do que fazemos parte… que mais posso pintar senão crítica social ?!…

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Queres falar um pouco sobre o significado da peça que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? As obras não têm que ser explicadas, mas sim entendidas! “Quotidiano”…

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OBRIGADO Vitor Zapa

Irene Filipe é #euroafrotropicalismo!

Começamos a apresentação dos artistas que colaboram com o Huntington no GNRation da forma mais alegre e colorida possível! Irene Filipe é Angolana, cresceu em Portugal e vive no Brasil.

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As cores vibrantes, os padrões africanos, a riqueza dos povos com as suas crenças e mitos, a música e os sabores de cada lugar, as viagens onde busca inspiração e a rica multiculturalidade inerente à sua família e vivências definem a sua identidade e influenciam os seus projectos com uma linguagem forte e muito própria. Em 2013 criou a marca IRENE e inspirou o termo Euroafrotropicalismo.

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E que bem que lhe assenta! Hoje deixa-nos um pouquinho sobre si nesta pequena entrevista:

Lembras-te do teu primeiro desenho? Não me lembro… segundo o que a minha mãe conta os meus brinquedos preferidos desde muito pequena eram os lápis e as canetas com os quais passava horas a brincar desenhando…

Quando e por que motivo decidiste começar a fazer ilustração? Sempre gostei de desenhar, é algo para mim natural e libertador. Sempre desenhei mas só há mais ou menos um ano é que percebi que a ilustração poderia ser a minha profissão.

O que te inspira a criar desenhos e padrões tão coloridos e alegres? Sobretudo  à minha família multi-cultural e à minha própria experiência de vida que me permitiu viver em países tão diversos como Portugal, Angola e Brasil. irene3irene2 Queres falar um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? É uma ilustração de uma série chamada “icon” inspirada em África e tendo como elemento principal uma mulher africana rodeada de elementos da natureza, cores e padrões também eles de inspiração africana. Curiosos? Visitem, o seu facebook, site e loja online!

OBRIGADO Irene

Para que não faltem razões para aderir!

Huntington no GNRation será um evento cultural solidário que integra fotografia, ilustração e pintura, em exposição colectiva.

A exposição inaugura a 10 de Outubro, no espaço GNRation, onde permanecerá em exibição até ao dia 25 do mesmo mês.

Esta iniciativa está no seguimento das anteriores, Huntington no Salão, em Coimbra, e Huntington no Mira, no Porto, com o mesmo intuito de angariação de fundos para a Associação Portuguesa de Doentes de Huntington (APDH).

As peças de arte resultam da doação de vários artistas à APDH e o valor da sua venda reverte, na totalidade, a favor da mesma.

Trata-se, portanto, de uma iniciativa onde todos os artistas contribuem com o produto do seu trabalho e a que o espaço GNRation abre as portas. Obrigada a todos pela solidariedade!

À comunidade alargada pede-se a adesão e divulgação, para que no dia 10 de Outubro se reúna no GNRation uma pequena multidão a abraçar uma causa que tanto precisa. A consciência de que a Doença de Huntington é pouco divulgada obriga a que vos peçamos que consultem (aqui) o site da APDH, onde encontrarão informação sobre esta condição. Temos a certeza que não vão ficar indiferentes.

Nas próximas semanas vamos dar-vos a conhecer os artistas que farão parte deste evento.

Para que não faltem razões para aderir!

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