Ângela Oliveira – três em uma!

Ângela Oliveira nasceu e vive na cidade de Braga. Estudou Artes Visuais no ensino secundário e actualmente estuda Design Gráfico no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.

É uma pessoa simples e reservada que se solta com momentos teatrais com amigos e familiares, admira os pequenos detalhes da natureza e as texturas criadas por marcas do tempo, no espaço.

Angela Oliveira

A cada projecto, tenta melhorar e muitas vezes é demasiado exigente com o seu próprio trabalho. Gosta de todas as formas de arte, na condição de não haver sofrimento para o homem ou para o animal.

Já participou em algumas exposições artísticas individuais e colectivas em locais como: Galeria Shair, Museu Nogueira da Silva, ATL Braga, Escola Secundária D. Maria II, associação social A.C.R.A, Parque de Exposições de Braga na Bang!!2015, espaço cultural Velha-a-Branca pela participação no projecto fotográfico Close-up, colaboração no projecto Fotografia na Rede e mais recentemente a exposição ainda em elaboração no café Mavy.

Foi também vencedora do 1º prémio da Ilustração Contemporânea Portuguesa, sob o tema “Sombras”.

Lembras-te do teu primeiro desenho ou pintura? Remexendo nas minhas primeiras memórias, não consigo encontrar o primeiro momento em que peguei no lápis e no papel, sei que foi muito cedo. Recordo-me sim de primeiros desenhos. Ainda no infantário, numa visita ao Museu Nogueira da Silva, estenderam um pano branco no chão e disseram que podíamos pintar o que quiséssemos e foi um dos melhores dias, a recordação mais feliz. Lembro-me que muitos educadores me rodearam com curiosidade pelo meu entusiasmo e me elogiaram, sei que este foi o momento que me fez continuar.

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Para além da ilustração, a tua criatividade exprime-se também na pintura e na fotografia. Qual das vertentes te dá mais prazer? É uma pergunta complexa, porque cada uma dá um gosto diferente. Foi muito difícil escolher uma única área de estudo no ensino superior, dado que sempre gostei de fazer artesanato, fotografar, pintar, ilustrar, costurar, tocar ou editar vídeos. Continuo a achar que não devemos estar limitados nem presos às vertentes que estudamos ou simplesmente àquilo que já fazemos com maior facilidade, devemos puxar por nós e fazê-lo todos os dias, sem desistir, por isso é que a área artística é tão árdua. Estamos limitados a quatro paredes a desenhar durante horas e a estudar o trabalho dos outros, o nosso próprio trabalho, para tentar encontrar a nossa diferença ou a maneira mais correta de exprimirmos aquilo que queremos dizer, mas nem sempre conseguimos.
Há um mundo por descobrir, e um “eu” por encontrar, e assim como cada material, cada técnica exprime-se de forma diferente.
Gosto de fotografar – mas não me considero fotógrafa – pequenos detalhes e texturas que encontro na rua, as ruas conseguem falar muito. E quando encontro uma luz que acho interessante, não consigo deixar de o fazer.
A pintura nasceu principalmente com a influência de Caravaggio e William Turner, dois dos meus artistas preferidos, porque para além do realismo, está presente a expressividade na luz e nas pinceladas. Com o tempo, tentei fugir ao real e comecei a ilustrar, com grande influência da cadeira de ilustração.
Cada vez mais percebo que se pode acrescentar significado a um trabalho não só pelo facto de representar o que os nossos olhos vêm diariamente.

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Fala-nos da Ilustração que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? A ilustração que irei doar à APDH chama-se “Magical Feathers” e é um dos meus trabalhos mais recentes, que me deu muito gosto a pintar, experimentando a técnica digital.
Alia a força humana à animal e penso que transmite uma boa energia para esta causa.

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Outros trabalhos da Ângela, na sua página de Facebook ou Béhance.

OBRIGADO Ângela Oliveira!

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