Helena Zália – Porque há pessoas que são para o que nascem!

Nasceu em Guimarães e, se não é o destino, hão-de ser, a força de vontade e o foco naquilo que gosta que a têm motivado a trilhar um caminho que lhe serve como uma luva! Para o bem e para o mal, nem toda a gente “é para o que nasce”, mas a Helena Zália, sem dúvida que, nasceu para criar.

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É Licenciada em Ensino de Educação Visual – Escola Superior de Educação de Leiria, em Design de Comunicação – Universidade de Aveiro e mestre em Diseño y Producción Gráfica – Universidad de Barcelona.

Ao longo dos anos tem completado a sua formação em workshop’s e acções de formação de Desenho, Pintura, Serigrafia, Fotografia, Escultura, Cerâmica, Animação, Marionetas e Ilustração.

Participou em exposições colectivas nos domínios da Pintura, Fotografia, Design e Ilustração e venceu o Prémio de Ilustração – V Concurso Literário da Trofa.

É autora das ilustrações dos contos:  Pirilampo e os deveres da escola; Andava, andava, andava … em Guimarães; Gémeos; Máquina de Sonhos.

Ainda no domínio da ilustração, participou no 1º, 3º, 5º e 7º Encontro Nacional de Ilustração de São João da Madeira, na 1a Bienal de Arte de Gaia, assim como, expõe o seu trabalho individualmente.

Dedica-se à criação de personagens tridimensionais em ligadura de gesso, desde 2003, realizando exposições das mesmas. Em 2012 criou a instalação permanente “Com os pés na terra e a cabeça nas nuvens” para o Museu do Brincar [Vagos].

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As artes, e a ilustração em particular, sempre foram um objectivo de vida? O meu interesse pelas “artes”, é muito anterior a qualquer definição de objectivos para a vida. Inicialmente foi um interesse inconsciente, sem filtros, mas muito verdadeiro. Desde que me lembro que existo que o fascínio pelas imagens está patente. A minha infância não foi pautada pela presença de pessoas ligadas ao meio artístico/criativo, nem pela presença constante de livros, no entanto, lembro-me que as reproduções de pinturas, as ilustrações das revistas de moda que a minha mãe tinha em casa, ou os desenhos animados apresentados na televisão pelo Vasco Granja exerciam sobre mim um poder inexplicável e um deslumbramento. E desde sempre senti um prazer enorme em desenhar e transformar coisas, tarefas que foram sempre alimentadas, numa primeira instância, pela minha vontade de criar e depois pela família e por alguns professores que tive ao longo do percurso escolar. A minha primeira intenção de ilustrar aconteceu quando me deparei com os livros da Anita na escola primária, e decidi eu mesma criar algo semelhante, o que se veio a revelar uma tentativa falhada e frustrante, pois os resultados não se aproximavam de todo áquelas ilustrações que eu tanto admirava. Com o passar dos anos fui adquirindo/acumulando experiências criativas, técnicas plásticas e manuais, conhecimentos acerca da história da arte e obras de artistas/autores e aguçando o meu sentido estético. Como consequência, e de uma forma muito natural surgiram projectos que me trouxeram até à ilustração e à criação de imagens. É algo muito institivo e intuitivo em mim, não há como fugir a algo tão visceral. Criar é uma necessidade.

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A par do desenho, utilizas materiais e texturas de uma forma tão orgânica que quase parece que são os teus personagens a dizer-te de que querem ser feitos. Essa é uma capacidade instintiva ou é fruto de experiência? Penso que é uma combinação de ambos. Por norma, sou uma pessoa que responde de uma forma muito instintiva aos estímulos, no entanto, a experiência, nomeadamente, no domínio da aplicação de técnicas vai ditando o caminho a seguir. Mas, tenho a consciência que as imagens crescem não só por aquilo que eu defino para elas, mas a maior parte das vezes são elas que assumem o comando das decisões. É algo que não se explica, que simplesmente acontece e eu só posso deixar fluir.

Fala-nos da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. A ilustração em questão não foi criada em particular para esta causa, ela faz parte da série “Matriz”, e matriz é o lugar onde algo se gera ou cria. Optei por doar esta, pela mensagem de liberdade, amor, cooperação, vida, que ela transporta em si.

“Porque os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer.” José Saramago in Memorial do Convento

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Esta mensagem, “pedida emprestada” a José Saramago, estará exposta, numa ilustração de Helena Zália, no GNRation a partir do dia 10 de Outubro. Mais uma razão para estarem lá!

Para muito mais de Helena Zália, visitem o seu Facebook e site.

OBRIGADO Helena!

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Sérgio Ribeiro, graffitis e relógios de pulso, qual a ligação?

Sérgio Ribeiro nasceu em Paris em 1980. Da sua infância recorda muitas vezes as obrigatórias visitas semanais aos museus, pela mão da mãe, e as respectivas viagens de metro, onde ia sossegadinho, com o nariz colado à janela, para conseguir ver os graffitis que desfilavam a alta velocidade pelos túneis. Destas viagens ficou uma sensação de que museus eram muitas vezes um aborrecimento e de que bom era fazer aqueles desenhos proibidos nas paredes.

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Desde esse tempo muitas coisas mudaram, porém o gosto pelas artes urbanas nunca desapareceu e aprendeu a contar histórias com os desenhos e as pinturas nos muros das cidades por onde passou.

Estudou design gráfico no IPCA, onde descobriu a paixão pela ilustração, como uma forma de continuar a contar histórias com os seus desenhos e as suas pinturas.

Foi finalista do CONCURSO DE ILUSTRAÇÃO DAS FESTAS DE LISBOA, e participou na exposição colectiva correspondente.

É autor das ilustrações do livro O Caracol, com texto de Renato Roque.

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Em 2013 participou no 6º ENCONTRO INTERNACIONAL DE ILUSTRAÇÃO de São João Da Madeira, vindo a ser finalista, na edição de 2014 (7º ENCONTRO INTERNACIONAL DE ILUSTRAÇÃO de São João Da Madeira).

Actualmente trabalha na editora Paleta de Letras e prepara-se para editar o segundo livro com ilustração de sua autoria.

A sua entrevista sucinta e esclarecedora, a seguir:

Que idade tinhas quando surgiu a primeira suspeita de que farias da imaginação um modo de vida? Não me lembro exatamente, mas deve ter começado quando era muito pequeno, contam-me que estava sempre a rabiscar e desenhar relógios nos meus braços … com marcadores.

És designer de uma editora infanto-juvenil. Dado que tu próprio produzes ilustração, para quando o teu próprio livro, pela Paleta de Letras? Neste momento estou acabar o meu segundo livro “Inspira-me”, com texto de Evandro Morgado, publicado pela paleta de letras.

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O que serviu de inspiração à ilustração que doas à Associação Portuguesa de Doentes de huntington? Inspirei-me na resiliência do Dr. John Roder, um doente de huntington.

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Esta ilustração, inspirada numa história real de huntington, será revelada no dia 10 de Outubro.

Por agora espreitem o portefólio do Sérgio (aqui)

OBRIGADO Sérgio Ribeiro!