Tisnadas à moda da Alexandra Gonçalves!

Esta semana trazemos a Ilustradora Alexandra Gonçalves.

Nasceu em Leiria e actualmente vive e trabalha como designer gráfico em Santa Maria da Feira.

Do currículo destaca-se a licenciatura em Arte e Design, na ESEC (Escola Superior de Educação em Coimbra), a frequência no Curso de Formação Contínua de Desenho Avançado nas Belas Artes do Porto, e a participação em workshops de  André Letria – ilustração, Jorge Mateus – Banda Desenhada e João Tordo – Escrita Criativa.

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Para além do seu projecto pessoal Tisnadas de Esplanada que criou e mantém activo, ilustra livros, colabora em parcerias de Branding, expõe regularmente por esse país fora!

Entrevista express, a seguir:

Quando e como te apercebeste que gostavas de desenhar? Desde criança, lembro-me de desenhar… Acho que começou logo nos tempos da pré-escola. A partir daí nunca deixei de desenhar: durante as aulas, nos intervalos, em casa, nos autocarros, no comboio… até aos dias de hoje, nas pequeninas folgas do trabalho…MAR_PORTUGUES

Como nasceu o teu projecto Tisnadas de Esplanada? O projecto Tisnadas surgiu pela necessidade de partilhar/fazer chegar a outros locais e pessoas os meus desenhos, que até então estavam guardados.IMG_0708

E o que te serviu de inspiração para criares a ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? A ilustração doada à Associção teve como inspiração as energias positivas, a importância de dizer “Bom dia”,com um sorriso, a cada dia que surge… As brincadeiras de infância e a nostalgia da felicidade desses tempos…

A ilustração “Bom dia, dia”, será conhecida no dia 10 de Outubro, juntamente com todas as outras obras doadas. Até lá, não há como consultar a sua página de Facebook para ficarem a conhecer do melhor que existe, em matéria de tisnadas!

OBRIGADO Alexandra Gonçalves !

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Sandra Sofia Santos, quando a timidez se põe a desenhar!

Nascida em 1989 na própria cidade berço, onde continua a viver, Sandra Sofia Santos promete, com o seu universal ar doce, dizer o mundo todo quase sem falar. As suas ilustrações são um modo muito próprio de “dizer intensamente” e com muita da doçura da autora.

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É licenciada em Design Gráfico pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e conta já com algumas distinções como ilustradora, nomeadamente: o segundo lugar do concurso Etic Ilustra Mar, o primeiro lugar no concurso da Ilustração Contemporânea Portuguesa e a selecção como finalista do 7º Encontro Internacional de Ilustração de S. João da Madeira.

É obrigatório ler a entrevista que nos deu!

Descreve-nos o primeiro desenho que te lembras de ter feito. Que idade tinhas? Não consigo responder concretamente a esta pergunta porque sinceramente não me lembro. Costumo dizer que nasci bicho-do-mato, era e ainda sou muito introvertida, sempre tive uma grande tendência a saltar da realidade e afogar-me num mundo só meu, isso fazia com que durante a infância não tivesse muitos amigos e então desenhava muito, era algo que me fazia feliz.

O que é que te apaixona na ilustração, que faz com que queiras seguir este caminho profissionalmente? Por vários motivos desviei-me deste caminho durante muito tempo, mas agora em retrospectiva penso que era impossível permanecer adormecida esta paixão, é quase uma força de atracção que nunca me deixou e com o passar dos anos foi ganhando cada vez mais força, inconscientemente, indirecta ou directamente sinto que todos os caminhos escolhidos foram com o desígnio de chegar a este momento. Apesar do exterior sereno, no interior estou constantemente em turbilhão, e penso que sempre foi assim, e o acto de ilustrar traz-me paz, o expressar de pensamentos e emoções que de outra forma não consigo exteriorizar. Apaixona-me imaginar estórias, e contá-las desenhando, é o meu raio de liberdade.

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Os teus personagens partilham características estéticas inequivocamente tuas. É uma escolha racional ou acontecem-te assim, como são, enquanto as desenhas? Esta pergunta é em si mesma também um grande elogio, obrigada! Penso que ainda não está terminada a luta nem sempre fácil de tentar “descascar” as camadas até chegar à minha verdadeira essência que me permitirá chegar à linguagem que possa chamar MINHA, mas sinto que a cada trabalho estou mais perto… Algumas características são, tomadas de decisão conscientes mas de uma forma geral são intuitivas, quase primitivas, sinto que este ou aquele elemento precisa existir para fazer sentido, para enfatizar o que quero transmitir e para ser um reflexo de mim.

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Fala-nos da ilustração que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Poucas são as memórias descritivas ou os conceitos meus que existam detalhados, não gosto de os fechar, prefiro que fique susceptível à interpretação de cada um permitindo-lhes ter diferentes narrativas, mas todos os trabalhos acabam por terem pontos em comum, as principais influências são as emoções, pensamentos e estórias, reais ou fictícias que quero transmitir, aspectos e ironias da vida quotidiana e do ser humano, o SER pessoa, e com grande predominância a Natureza, as plantas, as árvores, os animais…

Apetece ver mais, não é? Sigam o link https://www.behance.net/ssofiasantos

OBRIGADO Sandra Sofia Santos!

Marco Costa, empastes com sentido!

Como poderão ver, Marco Costa, entre outras coisas, também é artista. Embora lhe custe admitir.

De momento trabalha na indústria metalúrgica no Luxemburgo, tendo deixado em suspenso os seus estudos após o término do curso de artes visuais na escola secundária Ferreira de Castro. Gosta de ler, de fotografar, de caminhar, de conhecer…e nós suspeitamos que tem uma queda grande por cães!

O seu sonho a longo prazo é mesmo viajar pelo mundo!

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Fiquem com a entrevista:

Quando eras criança já querias ser pintor? Quando era criança gostava de ser pintor ou médico legista, curiosamente.

Apesar de seres artista a pintura não é a tua principal actividade. É uma opção ou é por força das circunstâncias? Desde há alguns anos que não pinto, talvez por força das circunstâncias e também porque sinceramente não aprecio o pouco que fiz.

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Decidiste doar duas telas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Que títulos têm e o que significam? Ambas as obras, como todas as outras não têm título. Decidi doá-las pois acompanho a doença e a mesma está presente na minha família. Também porque elas reflectem um pouco toda a situação para quem directa ou indirectamente vive com a doença.

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Um olhar atento e hão-de notar que a capa deste evento tem como fundo uma amostra de uma das telas doadas pelo Marco à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. É a este pretexto que abrimos uma excepção na nossa decisão de revelar as peças em exposição apenas no dia da inauguração.

OBRIGADO Marco Costa!

Os espaços magnéticos de Ângela Vieira!

Ângela trabalha como ilustradora freelancer tendo colaborado com várias editoras, sobretudo na área da ilustração infantil. Mas não é a única vertente em que aplica o seu trabalho. A última foto aqui publicada é exemplo disso. Trata-se de um mural que idealizou e concretizou em 2013 no GNRation.

É uma arquitecta tornada ilustradora, e ainda bem, senão hoje não podíamos comprar pão porque nas suas cidades não há padarias!… – Palavras da própria!

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A seguir conta-nos uns segredos, ora vejam:

Sabemos que tens formação em arquitectura. Como foi que decidiste enveredar pela ilustração? A decisão de enveredar pela ilustração foi tomada de uma forma espontânea. Até ter terminado o curso de Arquitectura nunca tinha pensado na possibilidade ser ilustradora. Senti que tinha necessidade de explorar e criar diferentes mundos, e que através da Arquitectura isso não era possível. Precisava de ter uma relação de maior intimidade entre o produto final e o processo de criação. Sem grandes planeamentos e sem expectativas, decidi criar um portfolio de ilustração e enviá-lo a diferentes editoras. A partir daqui consegui os meus primeiros trabalhos que me fizeram repensar na carreira que eu deveria investir, e hoje não me imagino a fazer outro trabalho.

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As tuas ilustrações parecem arrastar-nos para dentro delas. E quase sempre isso se deve às envolventes arquitectónicas. O que te leva a desenhá-las dessa forma? Aquilo que geralmente represento num desenho é apenas uma pequena parte, um momento congelado, de um mundo muito mais vasto, dinâmico e complexo. Na minha imaginação, eu estou sempre dentro desses espaços, estou a vivê-los. Por essa razão, gosto de utilizar este género de perspectiva para criar a ilusão de que conseguimos entrar nesse espaço, que podemos absorver todas a informação desse ambiente.

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Fala-nos um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington ? Esta ilustração fez parte de um trabalho que fiz para a Casa Rolão em Braga. É uma perspectiva alterada de um espaço interior dessa casa. Quando estava a fazer esta ilustração, através da luz e da perspectiva, queria transmitir o sentimento de elevação, de uma fénix a renascer das cinzas. Por isso, quando fui contactada para participar neste projecto, decidi que esta era a melhor imagem para doar à Associação.

Não deixem de visitar o Facebook e o site da Ângela Vieira que é, ele mesmo, um mundo cheio de recantos ilustrados por explorar!

OBRIGADO  Ângela Vieira

Vitor Zapa pinta palavras de ordem!

Vitor Zapa é um pintor residente em Braga, com obras impactantes que exigem um olhar inquieto para serem entendidas. Por isso não se podem ver a correr. É preciso demorar em cada uma para se extrair significado. Até porque não têm um título que nos guie (Zapa recusa-se a facilitar-nos a vida)!

VP3A entrevista é curta mas suficiente para se intuir um Zapa descontraído e pouco dado a convenções.

Lembras-te da tua primeira obra de arte? Lembro-me…! Ainda fazia cocó no bacio…

Quando e porque decidiste dedicar a tua vida à pintura? Desde que me conheço e a tempo inteiro desde 2005.

As tuas pinturas são provocadoras e carregadas de crítica social. Em que te inspiras? Gosto de provocar para estimular o pensamento. É constante a violação dos direitos humanos e a falta de respeito por tudo o que nos rodeia e do que fazemos parte… que mais posso pintar senão crítica social ?!…

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Queres falar um pouco sobre o significado da peça que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? As obras não têm que ser explicadas, mas sim entendidas! “Quotidiano”…

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OBRIGADO Vitor Zapa

Irene Filipe é #euroafrotropicalismo!

Começamos a apresentação dos artistas que colaboram com o Huntington no GNRation da forma mais alegre e colorida possível! Irene Filipe é Angolana, cresceu em Portugal e vive no Brasil.

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As cores vibrantes, os padrões africanos, a riqueza dos povos com as suas crenças e mitos, a música e os sabores de cada lugar, as viagens onde busca inspiração e a rica multiculturalidade inerente à sua família e vivências definem a sua identidade e influenciam os seus projectos com uma linguagem forte e muito própria. Em 2013 criou a marca IRENE e inspirou o termo Euroafrotropicalismo.

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E que bem que lhe assenta! Hoje deixa-nos um pouquinho sobre si nesta pequena entrevista:

Lembras-te do teu primeiro desenho? Não me lembro… segundo o que a minha mãe conta os meus brinquedos preferidos desde muito pequena eram os lápis e as canetas com os quais passava horas a brincar desenhando…

Quando e por que motivo decidiste começar a fazer ilustração? Sempre gostei de desenhar, é algo para mim natural e libertador. Sempre desenhei mas só há mais ou menos um ano é que percebi que a ilustração poderia ser a minha profissão.

O que te inspira a criar desenhos e padrões tão coloridos e alegres? Sobretudo  à minha família multi-cultural e à minha própria experiência de vida que me permitiu viver em países tão diversos como Portugal, Angola e Brasil. irene3irene2 Queres falar um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? É uma ilustração de uma série chamada “icon” inspirada em África e tendo como elemento principal uma mulher africana rodeada de elementos da natureza, cores e padrões também eles de inspiração africana. Curiosos? Visitem, o seu facebook, site e loja online!

OBRIGADO Irene