Divinamente, JUNO

Leonor Bravo, Victória Fernandes e Paula Marinha são três amigas com formação superior em música e as constituintes do trio JUNO, um grupo musical formado por violino, piano e voz.

As JUNO juntam o útil ao agradável, fazendo uso dos ensinamentos que recolheram, e continuam a somar, e praticando o que mais gostam, nos vários eventos para que são solicitadas.

O Huntington no GNRation será ambientado por elas, numa sessão acolhedora e sublime!

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 Quem são as Juno e porque se juntaram?

 Leonor: As Juno são 3 amigas licenciadas em Música nas diversas variantes (Piano, Violino e Direção Coral), que decidiram formar um grupo para por em prática as aprendizagens realizadas, fazendo música em conjunto.

 O que fazem para além deste trio e que planos têm para o futuro?

Leonor: Neste momento estou no 2.º ano do Mestrado em Ensino de Música, na Universidade do Minho. Ao mesmo tempo já dou aulas de Violino e continuo a tocar regularmente em orquestras e outros grupos.

Paula: Estou no 1.º ano do Mestrado em Ensino de Música na U.M. e sou professora de Canto, Piano e Coro. Paralelamente canto regularmente em concertos e dirijo coros em projetos fora e dentro da Universidade.

Victória: Além de dar aulas de Piano, gosto de compor e interpretar as minhas próprias músicas. Neste momento estou a aprofundar os meus conhecimentos de harmonia e composição, e tenho gravado alguns originais.

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Porque aceitaram associar-se à iniciativa Huntington no GNRation?

Leonor: Aceitámos associar-nos à iniciativa Huntington no GNRation porque ficámos sensibilizadas pela causa, pois é uma doença que não tem cura e é ainda muito pouco conhecida – não tínhamos conhecimento desta doença antes da iniciativa do GNRation. É sempre bom podermos utilizar o nosso trabalho para ajudar uma boa causa.

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Preparados para ser surpreendidos? Vemo-nos todos este sábado, dia 10 de Outubro, no GNRation!

OBRIGADO Leonor, Victória e Paula!

“Pescada nº5” multidisciplinar e despretensiosa

Os trabalhos fotográficos presentes na exposição Huntington no GNRation são, na sua grande maioria, da autoria do Colectivo “Pescada nº5” e já acompanham a Associação Portuguesa de Doentes de Huntington desde 2011.

A entrevista “autobiográfica” que nos deram dispensa preâmbulos. Cabe-nos rir, quando nos explicam o nome que escolheram, e sorrir, quando percebemos o que os move.

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Como nasceu este colectivo de fotografia e porquê “Pescada nº5”? O nome “Pescada nº 5” resultou de uma private joke sobre presunção artística e presumidos artísticos (no Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, edição da Editorial Notícias, refere «arrotar postas de pescada»; e «diz-se de quem se jactancia, de quem se gaba da sua importância ou riqueza») e de tantas vezes repetida acabou por ser adoptada como epítome do espírito do grupo e da sua actividade.

Trata-se em geral de acontecimentos fugazes, com duração de apenas um dia ou pouco mais, envolvendo diversas áreas, pintura, escultura, desenho, instalação, dança, teatro, música, performance, além da fotografia. Em cada projecto, depois de escolhido um tema aglutinador, presta-se especial atenção à escolha do local, escrutinando os diversos espaços da cidade, mais ou menos institucionais, enquanto espaços de arquitectura mas sobretudo enquanto lugares de contexto para os temas escolhidos.

A actividade pública, ainda apenas do núcleo restrito que daria origem ao Colectivo P5, inicia-se em 2002, Casa do Berto, exposição off da Coimbra Capital da Cultura, numa casa particular desabitada que iria ser posta à venda, a que se segue, no ano seguinte, 2003, Relógio de Sol, na Galeria Santa Clara, Coimbra, uma homenagem ao arquitecto João Paulo Conceição, autor de uma instalação temporária no Portugal dos Pequenitos.

A actividade pública torna-se mais regular a partir de 2009. Coimbra Industrial, exposição sobre a derrocada do tecido industrial da área de Coimbra, realizada na Casa da Esquina, Coimbra e Se numa noite de Inverno um Viajante, livro de Italo Calvino, evento que se inicia com uma viagem de comboio entre a estação de Coimbra A e as antigas Oficinas da CP em Coimbra B, onde esteve patente a exposição.

2010, Uma noite com Bartleby, o livro de Herman Melville, exposição que ocupou uma casa em reconstrução do início do sec XX, na Rua Visconde da Luz, e depois adaptada para o espaço ao ar livre no Pátio da Inquisição, Coimbra.

2011, Espaço InterZona, uma experiência de programação de uma sala privada numa loja alugada na Quinta da Maia, Coimbra, durante seis meses, onde foram realizadas 10 exposições com os títulos Fotografia, Geografias, Doppelganger, Dualidades, Intrazona, Imagens, A paisagem de Waddington, A surpresa dos instantes, Jamais a ordem como quem ordena, Outra zona. Ainda em 2011, O Homem na Cidade, na Cadeira de Van Gogh, Associação Cultural do Porto e Huntington no Salão, exposição de apoio à APD Huntington, no Salão Brazil, Coimbra.

2012, Espaço T5, uma nova experiência de programação, agora de todo um andar alugado em Coimbra, realizando, com base no livro O Arquipélago da Sabedoria de Alexander Moszkowski, 7 exposições, ilhas/utopias: Sarragalla, Vléha, Die Zwischen Inseln, KradaK, Helikonda, Baleuta e, a encerrar, todo o arquipélago – Die Inseln der Weisheit. Ainda em 2012, Entre o vazio e a vida, exposição no hall de entrada dos Hospitais da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Serviço de Psiquiatria do CHUC e O livro do Fim, exposição que acompanhou o lançamento do livro de Jorge Fallorca, na Livraria Alfarrabista Adro de Baixo, Coimbra.

2013, ocupação, com grandes formatos, da fachada principal do antigo Colégio Camões, ex-ISCAC, a 16 Março, integrado no Festival de Poesia em Coimbra, Mal Dito, tendo por mote o verso Entre nós e as palavras, os emparedados (Cesariny), e em simultâneo uma versão em pequeno formato no espaço Arte à Parte, Coimbra. Ainda em 2013, 2 exposições, ambas nas antigas vacarias da Escola Superior Agrária de Coimbra: Cândido ou o optimismo, baseado no livro de Voltaire, inaugurada a 25 de Maio e fecho a 22 Junho, e, a 30 Novembro, Que culpa tem o tomate, trabalhos sobre a Escola Superior Agrária, que foram reunidos no livro Estas naturezas são impossíveis

2014, Em torno de Gerrit Komrij, uma exposição na Livraria Alfarrabista Miguel de Carvalho, a 23 de Março. O nosso dever falar (Cesariny), acção de rua na Baixa da cidade no dia 10 de Junho, com autocolantes, tarjetas, cartazes e instalações várias.

Em 2015, ocupando os jardins e a mata da Lapa dos Esteios e decorrendo durante a noite, um evento multidisciplinar tendo por mote o verso Há no bosque o combate que buscas (Ana Hatherly). Oh as casas as casas as casas, poema de Ruy Belo, exposição numa moradia devoluta, ainda parcialmente mobilada, em Coimbra.

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Quem são os pescadas? O Colectivo P5 (Pescada nº5) é um grupo informal, constituído por cidadãos na maioria moradores em Coimbra, com profissões várias, que desde 2002 se têm dedicado à fotografia com a realização de exposições públicas, gratuitas, sem fins lucrativos, totalmente suportadas pelos elementos que em cada iniciativa decidem participar.

As fotografias que participam nesta exposição já fazem parte da Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Querem explicar como nasceu esta ligação que já se estende por três eventos de angariação de fundos? Uma conversa de café e o sentido de comunidade e solidariedade são a explicação para a pronta disponibilidade de doar trabalhos fotográficos à APDH.

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O trabalho deste colectivo pode ser consultado no blogue Pescada nº5

OBRIGADO  Pescadas!

Raquel Costa e os seus planos para dominar o mundo!

Raquel  Costa é artista plástica e ilustradora. Reside em Braga, expondo regularmente em Portugal e no estrangeiro. Entre muitas outras coisas, ilustra livros infantis e capas de discos. Gosta de mistérios Vitorianos, de livros, de árvores e de gatos.Raquel costa3

É nos livros e na magia escondida nos pequenos prazeres quotidianos que encontra inspiração para o seu trabalho. O seu little black spot, criado em 2011, é agora um projecto consistente, caminhando a passos largos para alcançar os planos que a Raquel projectou para ele: a dominação mundial!

O mundo agradece Raquel!

Vala pena ler o que nos disse:

Lembras-te do teu primeiro desenho? Foi a partir desse ponto que decidiste que a tua vida ia estar ligada à ilustração? Não houve um momento em que tenha, conscientemente, decidido começar a desenhar. É algo que sempre me acompanhou desde criança, mesmo antes de saber ler ou escrever.

Comecei a desenhar desde que fui capaz de segurar lápis na mão, portanto acho que não posso dizer que me lembre do primeiro desenho de todos. (risos)

Mas recordo-me que desde muito cedo foi evidente a minha afinidade com as artes, e à pergunta “o que queres ser quando fores grande?” respondia frequentemente “pintora” ou “arquitecta” ou “estilista”. Acabei por enveredar pelas Artes Plásticas (especificamente pela área da Escultura), pelo que a ilustração acabou por ser um desvio de percurso mais recente, mas muito feliz, porque me permitiu descobrir aquilo que me dá realmente mais prazer fazer na vida.

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Para além da primavera, quais são as tuas principais fontes de inspiração? Na verdade, encontro inspiração em tudo aquilo que me rodeia. Uma frase ouvida algures num programa de televisão, a letra de uma canção, até nas simples cores e formas dos alimentos que estou a preparar na cozinha.

Acho que é importante estar-se atento aos pequenos detalhes da vida quotidiana – por vezes nas coisas mais simples esconde-se a magia necessária para a criação. Naturalmente, tenho algumas paixões que se tornaram referências incontornáveis para o meu trabalho, como a Natureza, a astonomia, os livros, ou a anatomia. Essas paixões alimentam, por exemplo, o meu fascínio pela ilustração científica e pelas estórias de mistério e aventura, que são notas estilísticas dominantes nos meus projectos de ilustração.

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Queres falar um pouco de como nasceu a ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. A ilustração “The garden at the mad tea party” faz parte da minha série “Alice in Wonderland / Through the looking glass”, criada entre 2011 e 2012. O País das Maravilhas faz parte do meu imaginário desde criança, e acabo sempre por revisitá-lo ao longo dos tempos, de cada vez, com uma perspectiva ligeiramente diferente. Esta recriação do cenário da louca festa de chá, em que só está presente a personagem da Alice, funciona aqui como pretexto – ou cenário – para um retrato de uma Alice mais adulta, de personalidade algo blasé, com um toque de mistério.

Sempre me fascinou a forma como algumas pinturas nos seguem com o olhar, como a Gioconda. Suponho que, de cada vez que recrio uma Alice, procuro esse olhar enigmático, vagamente irónico.

Conquistados, não é? Sigam o seu trabalho pelo Facebook ou no seu site.

OBRIGADO Raquel Costa!

Carlos Teixeira, o pintor de expressões

Carlos Teixeira é natural de Angola, filho de pais portugueses, mas desde os 4 anos que reside em Braga. Carlos T (assim assina os seus trabalhos) possui uma aguçada sensibilidade artística, pintando em todos os estilos de acordo com as emoções do momento.

O seu trabalho tem sido amplamente exposto em Portugal, Espanha e França. De todas as suas vertentes, a sua série de telas “EXPRESSÕES COLORIDAS” é, talvez, a que mais impacto provoca em quem observa. Nesta série retrata gente sem-abrigo, de uma maneira peculiar e eficaz. A cor e contraste que emprega, obrigam-nos a encarar de frente rostos pertencentes a uma realidade que diariamente tentamos fingir que não existe.

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A suas palavras, a seguir:

Os teus retratos são uma das tuas imagens de marca. A utilização e cores fortes é propositada ou surgiu por experiência e ficou? A utilização das cores fortes foi propositada para ir de encontro com o tema “Expressões Coloridas”. Este trabalho onde retratei rostos de sem abrigos, utilizei as cores fortes para ressaltar o passado que cada um traz reflectido em sua expressão.IMG_0681 De tudo o que fazes o que te dá mais gosto? Abstractos, retrato, paisagens?…Cada trabalho para mim é único, pinto em todos os estilos de acordo com as emoções do momento.

Fala-nos da tela que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Primeiramente gostaria de agradecer o convite de participar deste evento e de fazer a doação de uma obra minha. Fagulha Cósmica é o nome da obra que busca na menor percepção que seja, a presença de uma energia infinita, que leva a uma grande compreensão interior e gera um processo alquímico na Alma Humana.

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Para mais do seu trabalho consultem a sua página de Facebook.

OBRIGADO Carlos T !

Sandra Sofia Santos, quando a timidez se põe a desenhar!

Nascida em 1989 na própria cidade berço, onde continua a viver, Sandra Sofia Santos promete, com o seu universal ar doce, dizer o mundo todo quase sem falar. As suas ilustrações são um modo muito próprio de “dizer intensamente” e com muita da doçura da autora.

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É licenciada em Design Gráfico pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e conta já com algumas distinções como ilustradora, nomeadamente: o segundo lugar do concurso Etic Ilustra Mar, o primeiro lugar no concurso da Ilustração Contemporânea Portuguesa e a selecção como finalista do 7º Encontro Internacional de Ilustração de S. João da Madeira.

É obrigatório ler a entrevista que nos deu!

Descreve-nos o primeiro desenho que te lembras de ter feito. Que idade tinhas? Não consigo responder concretamente a esta pergunta porque sinceramente não me lembro. Costumo dizer que nasci bicho-do-mato, era e ainda sou muito introvertida, sempre tive uma grande tendência a saltar da realidade e afogar-me num mundo só meu, isso fazia com que durante a infância não tivesse muitos amigos e então desenhava muito, era algo que me fazia feliz.

O que é que te apaixona na ilustração, que faz com que queiras seguir este caminho profissionalmente? Por vários motivos desviei-me deste caminho durante muito tempo, mas agora em retrospectiva penso que era impossível permanecer adormecida esta paixão, é quase uma força de atracção que nunca me deixou e com o passar dos anos foi ganhando cada vez mais força, inconscientemente, indirecta ou directamente sinto que todos os caminhos escolhidos foram com o desígnio de chegar a este momento. Apesar do exterior sereno, no interior estou constantemente em turbilhão, e penso que sempre foi assim, e o acto de ilustrar traz-me paz, o expressar de pensamentos e emoções que de outra forma não consigo exteriorizar. Apaixona-me imaginar estórias, e contá-las desenhando, é o meu raio de liberdade.

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Os teus personagens partilham características estéticas inequivocamente tuas. É uma escolha racional ou acontecem-te assim, como são, enquanto as desenhas? Esta pergunta é em si mesma também um grande elogio, obrigada! Penso que ainda não está terminada a luta nem sempre fácil de tentar “descascar” as camadas até chegar à minha verdadeira essência que me permitirá chegar à linguagem que possa chamar MINHA, mas sinto que a cada trabalho estou mais perto… Algumas características são, tomadas de decisão conscientes mas de uma forma geral são intuitivas, quase primitivas, sinto que este ou aquele elemento precisa existir para fazer sentido, para enfatizar o que quero transmitir e para ser um reflexo de mim.

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Fala-nos da ilustração que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Poucas são as memórias descritivas ou os conceitos meus que existam detalhados, não gosto de os fechar, prefiro que fique susceptível à interpretação de cada um permitindo-lhes ter diferentes narrativas, mas todos os trabalhos acabam por terem pontos em comum, as principais influências são as emoções, pensamentos e estórias, reais ou fictícias que quero transmitir, aspectos e ironias da vida quotidiana e do ser humano, o SER pessoa, e com grande predominância a Natureza, as plantas, as árvores, os animais…

Apetece ver mais, não é? Sigam o link https://www.behance.net/ssofiasantos

OBRIGADO Sandra Sofia Santos!

Os espaços magnéticos de Ângela Vieira!

Ângela trabalha como ilustradora freelancer tendo colaborado com várias editoras, sobretudo na área da ilustração infantil. Mas não é a única vertente em que aplica o seu trabalho. A última foto aqui publicada é exemplo disso. Trata-se de um mural que idealizou e concretizou em 2013 no GNRation.

É uma arquitecta tornada ilustradora, e ainda bem, senão hoje não podíamos comprar pão porque nas suas cidades não há padarias!… – Palavras da própria!

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A seguir conta-nos uns segredos, ora vejam:

Sabemos que tens formação em arquitectura. Como foi que decidiste enveredar pela ilustração? A decisão de enveredar pela ilustração foi tomada de uma forma espontânea. Até ter terminado o curso de Arquitectura nunca tinha pensado na possibilidade ser ilustradora. Senti que tinha necessidade de explorar e criar diferentes mundos, e que através da Arquitectura isso não era possível. Precisava de ter uma relação de maior intimidade entre o produto final e o processo de criação. Sem grandes planeamentos e sem expectativas, decidi criar um portfolio de ilustração e enviá-lo a diferentes editoras. A partir daqui consegui os meus primeiros trabalhos que me fizeram repensar na carreira que eu deveria investir, e hoje não me imagino a fazer outro trabalho.

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As tuas ilustrações parecem arrastar-nos para dentro delas. E quase sempre isso se deve às envolventes arquitectónicas. O que te leva a desenhá-las dessa forma? Aquilo que geralmente represento num desenho é apenas uma pequena parte, um momento congelado, de um mundo muito mais vasto, dinâmico e complexo. Na minha imaginação, eu estou sempre dentro desses espaços, estou a vivê-los. Por essa razão, gosto de utilizar este género de perspectiva para criar a ilusão de que conseguimos entrar nesse espaço, que podemos absorver todas a informação desse ambiente.

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Fala-nos um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington ? Esta ilustração fez parte de um trabalho que fiz para a Casa Rolão em Braga. É uma perspectiva alterada de um espaço interior dessa casa. Quando estava a fazer esta ilustração, através da luz e da perspectiva, queria transmitir o sentimento de elevação, de uma fénix a renascer das cinzas. Por isso, quando fui contactada para participar neste projecto, decidi que esta era a melhor imagem para doar à Associação.

Não deixem de visitar o Facebook e o site da Ângela Vieira que é, ele mesmo, um mundo cheio de recantos ilustrados por explorar!

OBRIGADO  Ângela Vieira

A carga poética de Paula Bonet!

Licenciada em Belas Artes pela Universidade Politécnica de Valência, completa a sua formação em Santiago do Chile, Nova Iorque e Urbino.

Inicialmente trabalhou as técnicas de pintura a óleo mas a partir de 2009 centra-se na ilustração e desde então trabalha nessa área.

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O seu trabalho, carregado de poesia, tem uma imensidão de ramificações, desde publicação de livros, ilustração para imprensa, estenografia, design de posters e pintura mural.

A sua obra tem sido exposta em Barcelona, Madrid, Valência, Porto, Paris, Londres, Bélgica, Urbino e Berlim e a partir do dia 10 de Outubro vai acrescentar Braga a esta lista! A exposição colectiva Huntington no GNRation vai contar com quatro artprints desta ilustradora catalã.

Vejam o que nos diz, a seguir!

Lembras da tua primeira ilustração ou desenho? O primeiro desenho não lembro, mas sim do primeiro quadro que pintei: era um barco que estava a lutar numa tempestade, cheio de marinheiros – que eu desenhei com as cabeças muito grandes –  Foi uma prenda que fiz para o meu avô paterno, a primeira prenda que tinha desenhado e pintado sem ajuda. Se calhar tinha 8 ou 9 anos.

Em que momento foste consciente de que a tua vida estaria ligada a ilustração? A minha vida sempre esteve ligada a ilustração. Antes de estudar Belas Artes e depois. Assim que o meu trabalho começou a ser reconhecido e também antes, quando não era conhecido.

As tuas ilustrações transmitem uma grande intensidade de emoções. Em que te inspiras? Inspiro-me no quotidiano, em todas aquelas emoções ou situações com as quais todos temos de conviver no nosso dia-a-dia.

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Queres falar um pouco sobre o significado das ilustrações que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? Prefiro deixar que cada espectador tire as suas conclusões ao ver as ilustrações, mas todas estão baseadas em emoções reais, em afinidades, gostos, medos ou desejos.

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Fenomenal não acham? sigam-na no Facebook ou no seu Site oficial

OBRIGADO Paula Bonet

Irene Filipe é #euroafrotropicalismo!

Começamos a apresentação dos artistas que colaboram com o Huntington no GNRation da forma mais alegre e colorida possível! Irene Filipe é Angolana, cresceu em Portugal e vive no Brasil.

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As cores vibrantes, os padrões africanos, a riqueza dos povos com as suas crenças e mitos, a música e os sabores de cada lugar, as viagens onde busca inspiração e a rica multiculturalidade inerente à sua família e vivências definem a sua identidade e influenciam os seus projectos com uma linguagem forte e muito própria. Em 2013 criou a marca IRENE e inspirou o termo Euroafrotropicalismo.

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E que bem que lhe assenta! Hoje deixa-nos um pouquinho sobre si nesta pequena entrevista:

Lembras-te do teu primeiro desenho? Não me lembro… segundo o que a minha mãe conta os meus brinquedos preferidos desde muito pequena eram os lápis e as canetas com os quais passava horas a brincar desenhando…

Quando e por que motivo decidiste começar a fazer ilustração? Sempre gostei de desenhar, é algo para mim natural e libertador. Sempre desenhei mas só há mais ou menos um ano é que percebi que a ilustração poderia ser a minha profissão.

O que te inspira a criar desenhos e padrões tão coloridos e alegres? Sobretudo  à minha família multi-cultural e à minha própria experiência de vida que me permitiu viver em países tão diversos como Portugal, Angola e Brasil. irene3irene2 Queres falar um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? É uma ilustração de uma série chamada “icon” inspirada em África e tendo como elemento principal uma mulher africana rodeada de elementos da natureza, cores e padrões também eles de inspiração africana. Curiosos? Visitem, o seu facebook, site e loja online!

OBRIGADO Irene

Para que não faltem razões para aderir!

Huntington no GNRation será um evento cultural solidário que integra fotografia, ilustração e pintura, em exposição colectiva.

A exposição inaugura a 10 de Outubro, no espaço GNRation, onde permanecerá em exibição até ao dia 25 do mesmo mês.

Esta iniciativa está no seguimento das anteriores, Huntington no Salão, em Coimbra, e Huntington no Mira, no Porto, com o mesmo intuito de angariação de fundos para a Associação Portuguesa de Doentes de Huntington (APDH).

As peças de arte resultam da doação de vários artistas à APDH e o valor da sua venda reverte, na totalidade, a favor da mesma.

Trata-se, portanto, de uma iniciativa onde todos os artistas contribuem com o produto do seu trabalho e a que o espaço GNRation abre as portas. Obrigada a todos pela solidariedade!

À comunidade alargada pede-se a adesão e divulgação, para que no dia 10 de Outubro se reúna no GNRation uma pequena multidão a abraçar uma causa que tanto precisa. A consciência de que a Doença de Huntington é pouco divulgada obriga a que vos peçamos que consultem (aqui) o site da APDH, onde encontrarão informação sobre esta condição. Temos a certeza que não vão ficar indiferentes.

Nas próximas semanas vamos dar-vos a conhecer os artistas que farão parte deste evento.

Para que não faltem razões para aderir!

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