Constança pura!

Constança Araújo Amador nasceu em 1984 e acredita na poesia.

E este é, talvez, o tipo de informação mais completo que se pode dar sobre um artista.

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Não obstante, o seu percurso profissional requer que se faça um, ainda que breve, resumo.
É licenciada em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Pós-Graduada em Gestão Cultural pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique e Mestre em Ilustração e Animação pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.

Desenvolve o seu trabalho artístico nas áreas da Pintura, do Desenho e da Ilustração. Participa em exposições individuais e colectivas desde 2006.  Orienta e realiza workshops e é directora de ilustração do Jornal Universitário do Porto (JUP).

Publicou o livro “Melancholia”, inspirado no filme homólogo de Lars Von Trier, na 14.ª edição da colecção “O Filme da Minha Vida”, pela Associação AoNorte Cineclube de Viana do Castelo e participou na edição do livro “Pelos Olhos dentro: 40 imagens de Abril”, da editora Arranha-Céus, organizada por João Paulo Cotrim. Mais recentemente fez as ilustrações do livro “Pessoas” sobre Fernando Pessoa e os seus heterónimos de Ricardo Barceló.

Quem ou qual foi a tua principal influência na escolha do teu caminho artístico? Os meus Pais, sem dúvida. Ambos são artistas plásticos, investigadores e pessoas que admiro muito. Com eles desde criança fui habituada aos ritmos e visões de cada um, visitei muita exposições e locais importantes da história da arte e tinha a liberdade como a aceitação de fazer do desenho e da pintura, a minha forma de expressão. O meu avô materno também foi importantíssimo no meu percurso artístico, com ele aprendi a observar a cadência das coisas, a ser paciente e sensível com tudo o que me rodeia.
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Porquê os pássaros, como principal tema, e a aguarela, como principal meio? Acho que o imaginário que tento transmitir é na realidade o pequeno universo que é o meu dia-a-dia — querer e estar rodeada pela Natureza. E na Natureza, os pássaros. Tenho uma ligação muito especial com os melros e com os piscos e gosto que o meu trabalho seja desta forma também auto-representativo. O que tento transmitir mais que contar histórias, é fixar momentos.

Depois, gosto do imediato na ilustração e a aguarela dá-me essa possibilidade, de poder avançar com uma ideia e torná-la num trabalho final, além de poder trabalhar melhor a mancha e as suas transparências. Mas tenho saudades de trabalhar em tela, de pintar a óleo e a acrílico. Sinto que o meu trabalho precisa de passar para um formato maior. Retomar a Pintura.Constança1

Fala-nos um pouco de como nasceu a ilustração que doaste à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. A ilustração que doei foi feita a partir de um dos meus poemas preferidos de Mário Cesariny: “Do capítulo de devolução” que diz:

No cosmos, olhar o cosmos como os que ainda podem
interrogar as ondas e morrer

Posso dizer que é um dos poucos trabalhos que ainda olho para ele e o sinto como meu. Normalmente desfaço-me emocionalmente dos trabalhos quando os acabo, como se o meu dever de ter que os ver feitos finalizasse-se com uma “pequena morte” artística. Guardo-os e depois espero que alguém goste e que queira ficar com eles.
………

Cá para nós, absolutamente inspiradora! No dia da inauguração da exposição fiquem a conhecer esta ilustração tão especial de que nos fala e que nós tanto agradecemos!

Para mais Constança basta seguirem o seu Facebook, site ou tumblr

OBRIGADO, Constança!

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Tisnadas à moda da Alexandra Gonçalves!

Esta semana trazemos a Ilustradora Alexandra Gonçalves.

Nasceu em Leiria e actualmente vive e trabalha como designer gráfico em Santa Maria da Feira.

Do currículo destaca-se a licenciatura em Arte e Design, na ESEC (Escola Superior de Educação em Coimbra), a frequência no Curso de Formação Contínua de Desenho Avançado nas Belas Artes do Porto, e a participação em workshops de  André Letria – ilustração, Jorge Mateus – Banda Desenhada e João Tordo – Escrita Criativa.

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Para além do seu projecto pessoal Tisnadas de Esplanada que criou e mantém activo, ilustra livros, colabora em parcerias de Branding, expõe regularmente por esse país fora!

Entrevista express, a seguir:

Quando e como te apercebeste que gostavas de desenhar? Desde criança, lembro-me de desenhar… Acho que começou logo nos tempos da pré-escola. A partir daí nunca deixei de desenhar: durante as aulas, nos intervalos, em casa, nos autocarros, no comboio… até aos dias de hoje, nas pequeninas folgas do trabalho…MAR_PORTUGUES

Como nasceu o teu projecto Tisnadas de Esplanada? O projecto Tisnadas surgiu pela necessidade de partilhar/fazer chegar a outros locais e pessoas os meus desenhos, que até então estavam guardados.IMG_0708

E o que te serviu de inspiração para criares a ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? A ilustração doada à Associção teve como inspiração as energias positivas, a importância de dizer “Bom dia”,com um sorriso, a cada dia que surge… As brincadeiras de infância e a nostalgia da felicidade desses tempos…

A ilustração “Bom dia, dia”, será conhecida no dia 10 de Outubro, juntamente com todas as outras obras doadas. Até lá, não há como consultar a sua página de Facebook para ficarem a conhecer do melhor que existe, em matéria de tisnadas!

OBRIGADO Alexandra Gonçalves !

A carga poética de Paula Bonet!

Licenciada em Belas Artes pela Universidade Politécnica de Valência, completa a sua formação em Santiago do Chile, Nova Iorque e Urbino.

Inicialmente trabalhou as técnicas de pintura a óleo mas a partir de 2009 centra-se na ilustração e desde então trabalha nessa área.

Paula Bonet

O seu trabalho, carregado de poesia, tem uma imensidão de ramificações, desde publicação de livros, ilustração para imprensa, estenografia, design de posters e pintura mural.

A sua obra tem sido exposta em Barcelona, Madrid, Valência, Porto, Paris, Londres, Bélgica, Urbino e Berlim e a partir do dia 10 de Outubro vai acrescentar Braga a esta lista! A exposição colectiva Huntington no GNRation vai contar com quatro artprints desta ilustradora catalã.

Vejam o que nos diz, a seguir!

Lembras da tua primeira ilustração ou desenho? O primeiro desenho não lembro, mas sim do primeiro quadro que pintei: era um barco que estava a lutar numa tempestade, cheio de marinheiros – que eu desenhei com as cabeças muito grandes –  Foi uma prenda que fiz para o meu avô paterno, a primeira prenda que tinha desenhado e pintado sem ajuda. Se calhar tinha 8 ou 9 anos.

Em que momento foste consciente de que a tua vida estaria ligada a ilustração? A minha vida sempre esteve ligada a ilustração. Antes de estudar Belas Artes e depois. Assim que o meu trabalho começou a ser reconhecido e também antes, quando não era conhecido.

As tuas ilustrações transmitem uma grande intensidade de emoções. Em que te inspiras? Inspiro-me no quotidiano, em todas aquelas emoções ou situações com as quais todos temos de conviver no nosso dia-a-dia.

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Queres falar um pouco sobre o significado das ilustrações que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? Prefiro deixar que cada espectador tire as suas conclusões ao ver as ilustrações, mas todas estão baseadas em emoções reais, em afinidades, gostos, medos ou desejos.

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Fenomenal não acham? sigam-na no Facebook ou no seu Site oficial

OBRIGADO Paula Bonet

Vitor Zapa pinta palavras de ordem!

Vitor Zapa é um pintor residente em Braga, com obras impactantes que exigem um olhar inquieto para serem entendidas. Por isso não se podem ver a correr. É preciso demorar em cada uma para se extrair significado. Até porque não têm um título que nos guie (Zapa recusa-se a facilitar-nos a vida)!

VP3A entrevista é curta mas suficiente para se intuir um Zapa descontraído e pouco dado a convenções.

Lembras-te da tua primeira obra de arte? Lembro-me…! Ainda fazia cocó no bacio…

Quando e porque decidiste dedicar a tua vida à pintura? Desde que me conheço e a tempo inteiro desde 2005.

As tuas pinturas são provocadoras e carregadas de crítica social. Em que te inspiras? Gosto de provocar para estimular o pensamento. É constante a violação dos direitos humanos e a falta de respeito por tudo o que nos rodeia e do que fazemos parte… que mais posso pintar senão crítica social ?!…

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Queres falar um pouco sobre o significado da peça que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? As obras não têm que ser explicadas, mas sim entendidas! “Quotidiano”…

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OBRIGADO Vitor Zapa

Irene Filipe é #euroafrotropicalismo!

Começamos a apresentação dos artistas que colaboram com o Huntington no GNRation da forma mais alegre e colorida possível! Irene Filipe é Angolana, cresceu em Portugal e vive no Brasil.

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As cores vibrantes, os padrões africanos, a riqueza dos povos com as suas crenças e mitos, a música e os sabores de cada lugar, as viagens onde busca inspiração e a rica multiculturalidade inerente à sua família e vivências definem a sua identidade e influenciam os seus projectos com uma linguagem forte e muito própria. Em 2013 criou a marca IRENE e inspirou o termo Euroafrotropicalismo.

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E que bem que lhe assenta! Hoje deixa-nos um pouquinho sobre si nesta pequena entrevista:

Lembras-te do teu primeiro desenho? Não me lembro… segundo o que a minha mãe conta os meus brinquedos preferidos desde muito pequena eram os lápis e as canetas com os quais passava horas a brincar desenhando…

Quando e por que motivo decidiste começar a fazer ilustração? Sempre gostei de desenhar, é algo para mim natural e libertador. Sempre desenhei mas só há mais ou menos um ano é que percebi que a ilustração poderia ser a minha profissão.

O que te inspira a criar desenhos e padrões tão coloridos e alegres? Sobretudo  à minha família multi-cultural e à minha própria experiência de vida que me permitiu viver em países tão diversos como Portugal, Angola e Brasil. irene3irene2 Queres falar um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? É uma ilustração de uma série chamada “icon” inspirada em África e tendo como elemento principal uma mulher africana rodeada de elementos da natureza, cores e padrões também eles de inspiração africana. Curiosos? Visitem, o seu facebook, site e loja online!

OBRIGADO Irene