Raquel Costa e os seus planos para dominar o mundo!

Raquel  Costa é artista plástica e ilustradora. Reside em Braga, expondo regularmente em Portugal e no estrangeiro. Entre muitas outras coisas, ilustra livros infantis e capas de discos. Gosta de mistérios Vitorianos, de livros, de árvores e de gatos.Raquel costa3

É nos livros e na magia escondida nos pequenos prazeres quotidianos que encontra inspiração para o seu trabalho. O seu little black spot, criado em 2011, é agora um projecto consistente, caminhando a passos largos para alcançar os planos que a Raquel projectou para ele: a dominação mundial!

O mundo agradece Raquel!

Vala pena ler o que nos disse:

Lembras-te do teu primeiro desenho? Foi a partir desse ponto que decidiste que a tua vida ia estar ligada à ilustração? Não houve um momento em que tenha, conscientemente, decidido começar a desenhar. É algo que sempre me acompanhou desde criança, mesmo antes de saber ler ou escrever.

Comecei a desenhar desde que fui capaz de segurar lápis na mão, portanto acho que não posso dizer que me lembre do primeiro desenho de todos. (risos)

Mas recordo-me que desde muito cedo foi evidente a minha afinidade com as artes, e à pergunta “o que queres ser quando fores grande?” respondia frequentemente “pintora” ou “arquitecta” ou “estilista”. Acabei por enveredar pelas Artes Plásticas (especificamente pela área da Escultura), pelo que a ilustração acabou por ser um desvio de percurso mais recente, mas muito feliz, porque me permitiu descobrir aquilo que me dá realmente mais prazer fazer na vida.

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Para além da primavera, quais são as tuas principais fontes de inspiração? Na verdade, encontro inspiração em tudo aquilo que me rodeia. Uma frase ouvida algures num programa de televisão, a letra de uma canção, até nas simples cores e formas dos alimentos que estou a preparar na cozinha.

Acho que é importante estar-se atento aos pequenos detalhes da vida quotidiana – por vezes nas coisas mais simples esconde-se a magia necessária para a criação. Naturalmente, tenho algumas paixões que se tornaram referências incontornáveis para o meu trabalho, como a Natureza, a astonomia, os livros, ou a anatomia. Essas paixões alimentam, por exemplo, o meu fascínio pela ilustração científica e pelas estórias de mistério e aventura, que são notas estilísticas dominantes nos meus projectos de ilustração.

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Queres falar um pouco de como nasceu a ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. A ilustração “The garden at the mad tea party” faz parte da minha série “Alice in Wonderland / Through the looking glass”, criada entre 2011 e 2012. O País das Maravilhas faz parte do meu imaginário desde criança, e acabo sempre por revisitá-lo ao longo dos tempos, de cada vez, com uma perspectiva ligeiramente diferente. Esta recriação do cenário da louca festa de chá, em que só está presente a personagem da Alice, funciona aqui como pretexto – ou cenário – para um retrato de uma Alice mais adulta, de personalidade algo blasé, com um toque de mistério.

Sempre me fascinou a forma como algumas pinturas nos seguem com o olhar, como a Gioconda. Suponho que, de cada vez que recrio uma Alice, procuro esse olhar enigmático, vagamente irónico.

Conquistados, não é? Sigam o seu trabalho pelo Facebook ou no seu site.

OBRIGADO Raquel Costa!

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