Sandra Sofia Santos, quando a timidez se põe a desenhar!

Nascida em 1989 na própria cidade berço, onde continua a viver, Sandra Sofia Santos promete, com o seu universal ar doce, dizer o mundo todo quase sem falar. As suas ilustrações são um modo muito próprio de “dizer intensamente” e com muita da doçura da autora.

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É licenciada em Design Gráfico pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e conta já com algumas distinções como ilustradora, nomeadamente: o segundo lugar do concurso Etic Ilustra Mar, o primeiro lugar no concurso da Ilustração Contemporânea Portuguesa e a selecção como finalista do 7º Encontro Internacional de Ilustração de S. João da Madeira.

É obrigatório ler a entrevista que nos deu!

Descreve-nos o primeiro desenho que te lembras de ter feito. Que idade tinhas? Não consigo responder concretamente a esta pergunta porque sinceramente não me lembro. Costumo dizer que nasci bicho-do-mato, era e ainda sou muito introvertida, sempre tive uma grande tendência a saltar da realidade e afogar-me num mundo só meu, isso fazia com que durante a infância não tivesse muitos amigos e então desenhava muito, era algo que me fazia feliz.

O que é que te apaixona na ilustração, que faz com que queiras seguir este caminho profissionalmente? Por vários motivos desviei-me deste caminho durante muito tempo, mas agora em retrospectiva penso que era impossível permanecer adormecida esta paixão, é quase uma força de atracção que nunca me deixou e com o passar dos anos foi ganhando cada vez mais força, inconscientemente, indirecta ou directamente sinto que todos os caminhos escolhidos foram com o desígnio de chegar a este momento. Apesar do exterior sereno, no interior estou constantemente em turbilhão, e penso que sempre foi assim, e o acto de ilustrar traz-me paz, o expressar de pensamentos e emoções que de outra forma não consigo exteriorizar. Apaixona-me imaginar estórias, e contá-las desenhando, é o meu raio de liberdade.

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Os teus personagens partilham características estéticas inequivocamente tuas. É uma escolha racional ou acontecem-te assim, como são, enquanto as desenhas? Esta pergunta é em si mesma também um grande elogio, obrigada! Penso que ainda não está terminada a luta nem sempre fácil de tentar “descascar” as camadas até chegar à minha verdadeira essência que me permitirá chegar à linguagem que possa chamar MINHA, mas sinto que a cada trabalho estou mais perto… Algumas características são, tomadas de decisão conscientes mas de uma forma geral são intuitivas, quase primitivas, sinto que este ou aquele elemento precisa existir para fazer sentido, para enfatizar o que quero transmitir e para ser um reflexo de mim.

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Fala-nos da ilustração que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Poucas são as memórias descritivas ou os conceitos meus que existam detalhados, não gosto de os fechar, prefiro que fique susceptível à interpretação de cada um permitindo-lhes ter diferentes narrativas, mas todos os trabalhos acabam por terem pontos em comum, as principais influências são as emoções, pensamentos e estórias, reais ou fictícias que quero transmitir, aspectos e ironias da vida quotidiana e do ser humano, o SER pessoa, e com grande predominância a Natureza, as plantas, as árvores, os animais…

Apetece ver mais, não é? Sigam o link https://www.behance.net/ssofiasantos

OBRIGADO Sandra Sofia Santos!

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