Carlos Teixeira, o pintor de expressões

Carlos Teixeira é natural de Angola, filho de pais portugueses, mas desde os 4 anos que reside em Braga. Carlos T (assim assina os seus trabalhos) possui uma aguçada sensibilidade artística, pintando em todos os estilos de acordo com as emoções do momento.

O seu trabalho tem sido amplamente exposto em Portugal, Espanha e França. De todas as suas vertentes, a sua série de telas “EXPRESSÕES COLORIDAS” é, talvez, a que mais impacto provoca em quem observa. Nesta série retrata gente sem-abrigo, de uma maneira peculiar e eficaz. A cor e contraste que emprega, obrigam-nos a encarar de frente rostos pertencentes a uma realidade que diariamente tentamos fingir que não existe.

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A suas palavras, a seguir:

Os teus retratos são uma das tuas imagens de marca. A utilização e cores fortes é propositada ou surgiu por experiência e ficou? A utilização das cores fortes foi propositada para ir de encontro com o tema “Expressões Coloridas”. Este trabalho onde retratei rostos de sem abrigos, utilizei as cores fortes para ressaltar o passado que cada um traz reflectido em sua expressão.IMG_0681 De tudo o que fazes o que te dá mais gosto? Abstractos, retrato, paisagens?…Cada trabalho para mim é único, pinto em todos os estilos de acordo com as emoções do momento.

Fala-nos da tela que doas à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington. Primeiramente gostaria de agradecer o convite de participar deste evento e de fazer a doação de uma obra minha. Fagulha Cósmica é o nome da obra que busca na menor percepção que seja, a presença de uma energia infinita, que leva a uma grande compreensão interior e gera um processo alquímico na Alma Humana.

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Para mais do seu trabalho consultem a sua página de Facebook.

OBRIGADO Carlos T !

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Os espaços magnéticos de Ângela Vieira!

Ângela trabalha como ilustradora freelancer tendo colaborado com várias editoras, sobretudo na área da ilustração infantil. Mas não é a única vertente em que aplica o seu trabalho. A última foto aqui publicada é exemplo disso. Trata-se de um mural que idealizou e concretizou em 2013 no GNRation.

É uma arquitecta tornada ilustradora, e ainda bem, senão hoje não podíamos comprar pão porque nas suas cidades não há padarias!… – Palavras da própria!

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A seguir conta-nos uns segredos, ora vejam:

Sabemos que tens formação em arquitectura. Como foi que decidiste enveredar pela ilustração? A decisão de enveredar pela ilustração foi tomada de uma forma espontânea. Até ter terminado o curso de Arquitectura nunca tinha pensado na possibilidade ser ilustradora. Senti que tinha necessidade de explorar e criar diferentes mundos, e que através da Arquitectura isso não era possível. Precisava de ter uma relação de maior intimidade entre o produto final e o processo de criação. Sem grandes planeamentos e sem expectativas, decidi criar um portfolio de ilustração e enviá-lo a diferentes editoras. A partir daqui consegui os meus primeiros trabalhos que me fizeram repensar na carreira que eu deveria investir, e hoje não me imagino a fazer outro trabalho.

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As tuas ilustrações parecem arrastar-nos para dentro delas. E quase sempre isso se deve às envolventes arquitectónicas. O que te leva a desenhá-las dessa forma? Aquilo que geralmente represento num desenho é apenas uma pequena parte, um momento congelado, de um mundo muito mais vasto, dinâmico e complexo. Na minha imaginação, eu estou sempre dentro desses espaços, estou a vivê-los. Por essa razão, gosto de utilizar este género de perspectiva para criar a ilusão de que conseguimos entrar nesse espaço, que podemos absorver todas a informação desse ambiente.

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Fala-nos um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington ? Esta ilustração fez parte de um trabalho que fiz para a Casa Rolão em Braga. É uma perspectiva alterada de um espaço interior dessa casa. Quando estava a fazer esta ilustração, através da luz e da perspectiva, queria transmitir o sentimento de elevação, de uma fénix a renascer das cinzas. Por isso, quando fui contactada para participar neste projecto, decidi que esta era a melhor imagem para doar à Associação.

Não deixem de visitar o Facebook e o site da Ângela Vieira que é, ele mesmo, um mundo cheio de recantos ilustrados por explorar!

OBRIGADO  Ângela Vieira

Irene Filipe é #euroafrotropicalismo!

Começamos a apresentação dos artistas que colaboram com o Huntington no GNRation da forma mais alegre e colorida possível! Irene Filipe é Angolana, cresceu em Portugal e vive no Brasil.

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As cores vibrantes, os padrões africanos, a riqueza dos povos com as suas crenças e mitos, a música e os sabores de cada lugar, as viagens onde busca inspiração e a rica multiculturalidade inerente à sua família e vivências definem a sua identidade e influenciam os seus projectos com uma linguagem forte e muito própria. Em 2013 criou a marca IRENE e inspirou o termo Euroafrotropicalismo.

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E que bem que lhe assenta! Hoje deixa-nos um pouquinho sobre si nesta pequena entrevista:

Lembras-te do teu primeiro desenho? Não me lembro… segundo o que a minha mãe conta os meus brinquedos preferidos desde muito pequena eram os lápis e as canetas com os quais passava horas a brincar desenhando…

Quando e por que motivo decidiste começar a fazer ilustração? Sempre gostei de desenhar, é algo para mim natural e libertador. Sempre desenhei mas só há mais ou menos um ano é que percebi que a ilustração poderia ser a minha profissão.

O que te inspira a criar desenhos e padrões tão coloridos e alegres? Sobretudo  à minha família multi-cultural e à minha própria experiência de vida que me permitiu viver em países tão diversos como Portugal, Angola e Brasil. irene3irene2 Queres falar um pouco sobre o significado da ilustração que decidiste doar à Associação Portuguesa de Doentes de Huntington? É uma ilustração de uma série chamada “icon” inspirada em África e tendo como elemento principal uma mulher africana rodeada de elementos da natureza, cores e padrões também eles de inspiração africana. Curiosos? Visitem, o seu facebook, site e loja online!

OBRIGADO Irene

Para que não faltem razões para aderir!

Huntington no GNRation será um evento cultural solidário que integra fotografia, ilustração e pintura, em exposição colectiva.

A exposição inaugura a 10 de Outubro, no espaço GNRation, onde permanecerá em exibição até ao dia 25 do mesmo mês.

Esta iniciativa está no seguimento das anteriores, Huntington no Salão, em Coimbra, e Huntington no Mira, no Porto, com o mesmo intuito de angariação de fundos para a Associação Portuguesa de Doentes de Huntington (APDH).

As peças de arte resultam da doação de vários artistas à APDH e o valor da sua venda reverte, na totalidade, a favor da mesma.

Trata-se, portanto, de uma iniciativa onde todos os artistas contribuem com o produto do seu trabalho e a que o espaço GNRation abre as portas. Obrigada a todos pela solidariedade!

À comunidade alargada pede-se a adesão e divulgação, para que no dia 10 de Outubro se reúna no GNRation uma pequena multidão a abraçar uma causa que tanto precisa. A consciência de que a Doença de Huntington é pouco divulgada obriga a que vos peçamos que consultem (aqui) o site da APDH, onde encontrarão informação sobre esta condição. Temos a certeza que não vão ficar indiferentes.

Nas próximas semanas vamos dar-vos a conhecer os artistas que farão parte deste evento.

Para que não faltem razões para aderir!

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