Mundos de Líria, por Susana Gouveia

Susana Gouveia nasceu em Braga, em 1977. É licenciada em Português/inglês e actualmente dá aulas de inglês numa escola de línguas na Covilhã, onde mora.

Admite que sempre gostou de artes plásticas mas nunca achou ser capaz de desenhar ou criar alguma coisa com as próprias mãos. Envolveu-se com o teatro aos 17 anos, relação que se mantém ainda hoje. Trabalhou como atriz, produtora, figurinista, assistente de cenografia, amadores, profissionais… porque quando se tem paixão na alma aprende-se um pouco de tudo.

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Passou também pela dança contemporânea na época em que estudava em Viseu, mas foi com o teatro, nos trabalhos de cenografia e construção de adereços que se apercebeu que das suas mãos podia sair alguma coisa. Infelizmente onde vive actualmente não tem acesso às formações de que gostaria, por isso vai experimentando novas técnicas e materiais. Como ela mesma diz … “por vezes corre bem outras vezes nem tanto…mas o importante é não parar e correr o risco.”

A Susana é a “dona” dos Mundos de Líria, de que nos fala a seguir. Fála-nos das suas “Lírias” e da importância dos sorrisos no conjunto dos dias:

Como foi que nasceu esta paixão por esta forma de arte? Esta paixão caiu-me nas mãos por coincidência. Fui passar uns dias a Braga e a minha irmã mostrou-me umas bonecas que começou a fazer por curiosidade, pedi-lhe para me ensinar e nunca mais parei. Inicialmente foi apenas a minha vontade de criar, de experimentar novas técnicas, novos materiais e o prazer que tinha no processo todo. Comecei a procurar inspiração em motivos portugueses, desde os trajes das nossa regiões, galos de Barcelos, azulejos, lenços dos namorados… e depois foi ganhar coragem e apresentar o meu trabalho ao púbico.

Mas contínuo sempre a procurar novas inspirações e experimentar novas técnicas. Neste momento estou a criar uma coleção de bonecas inspiradas em poetas Portugueses.

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De onde surge o nome do projecto – os Mundos de Líria? Queria um nome que levasse as pessoas para um lugar imaginário onde os sonhos crescem e ganham forma, e que de alguma maneira tivessem a sensação de algo familiar e acolhedor. Um lugar habitado pelas minhas Lírias.

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Porque decidiste fazer-te solidária com esta causa, doando uma das tuas criações à APDH? A APDH precisa dos nossos sorrisos. Eu sei o que é estar com alguém que tem uma doença de que há pouca informação, com uma doença com nome muito estranho de que nunca se tinha ouvido falar e que de repente faz parte do nosso dia a dia. Começamos a ver o mundo de uma outra maneira, curiosamente começamos a sorrir mais e a valorizar as coisas que realmente são importantes. A verdade é que ninguém sabe como será o dia de amanhã, com ou sem uma doença de nome estranho, e por vezes andamos tão centrados na rotina do trabalho, das contas para pagar… que não chegamos a ter um minuto, nos muitos minutos que o dia tem, para fazer aquilo que realmente nos dá prazer e esquecemos de viver.

Cada dia é um novo dia, cada momento é um momento inesquecível e cada gesto e cada palavra tem o seu peso. Por vezes basta um sorriso para fazer alguém feliz (neste caso uma Líria) e como ainda não cobram taxas por sorrir toca a fazer um pequeno movimento da boca, mexer alguns músculos da cara e formar um sorriso.

Sorria para si próprio quando acordar, sorria porque simplesmente hoje acordou, sorria porque tem mais um dia para viver.

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É nesta página de Facebook que as suas Lírias se mostram. Não deixem de visitar!

OBRIGADO Susana Gouveia!

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